CONTEMPORANEIDADE E A DESMATERIALIZAÇÃO

Renato Felisoni Junior
São Paulo – 29/03/2021 às 20h30

Com o advento da informática e as novas tecnologias estamos nos tornando cada vez mais imateriais.

Até pouco tempo atrás evidencias de riqueza, sobriedade e credibilidade de uma empresa passava pelos seus bens físicos, imobiliários e mercadorias. Atualmente, as empresas cada vez mais preferem alugar o espaço e aplicar o seu dinheiro em novos investimentos. Além disso, estão interessadas em ter mobilidade, pois caso haja mudança de mercado (que hoje é constante), ou, caso haja mudança de legislação (outro ponto constante) do município, estado ou pais ela possa rapidamente se locomover para localidades que lhe ofereçam melhores condições comerciais.

No que se refere aos depósitos ou estoques, as empresas preferem trabalhar pelo sistema Just In Time. Nesse sistema, uma peça, um produto, por exemplo, só são pedidos e produzidos pela fábrica quando forem realmente vendidos e pagos, um dos melhores exemplos é a Amazon.com, a maior loja virtual de livros do mundo, que funciona simplesmente de um escritório com terminais de internet e que, realiza vendas. A Amazon só entra em contato com a editora após a venda do produto, para produzi-lo ou liberar o acesso ao e-book. Sem estoque, tudo cada vez mais virtual, desmaterializado.

Mas a desmaterialização vai além, sua melhor expressão é a marca. A marca, que se mostra pura abstração, é uma das grandes mercadorias da contemporaneidade, a ponto de dizermos: “O que eu quero é a marca tal e, portanto, resigno-me a levar o “produto” (camiseta, chaveiro, computador, bolsa…) para casa”. Em outras palavras, a mercadoria comprada é a própria marca, mas como ela precisa de suporte material, aceitamos levar o produto (camiseta, chaveiro, bolsa…).

E cada vez mais a desmaterialização advinda da informática e as novas tecnologias vem ganhado espaço, tomando dimensões cada vez mais imaterial e, o que nos alerta para novas tendências e importâncias no mundo corporativo.

Você micro, pequeno e médio empresário está atento a essas mudanças? O que tem feito a respeito para acompanhar tais mudanças que já são presentes nos dias em que vivemos com a 4ª Revolução Industrial? Quais as técnicas, processos, procedimentos tem adotado em sua empresa?

Amanhã? Hoje? Não! Agora!

Renato Felisoni Junior
São Paulo – 17/03/2021 às 02h24

Os dias atuais com o advento das tecnologias digitais, nos traz muitos desafios.

Desafios de mercado, estar atualizado, saber comunicar-se, saber lidar com os direitos, dentre tanto outros.

Estamos no olho do furacão das mudanças.

Hoje, o novo já nasce velho, as mudanças são contínuas e instantâneas, em questões de segundos tudo pode mudar, o que antes era importante, já não é mais, foi vencido por outra prioridade.

A forma de relação de trabalho já não é mais a mesma, empresas terceirizada, máquinas no lugar de pessoas, legislação trabalhista constantemente alterada, princípios que antes eram centrais, como a dignidade a vida, estão sendo equiparados aos direitos humanos, ao direito ao trabalho dentre outros.

A relação de consumo muda, hoje as pessoas são rotuladas pela marca.

A relação da empresa com os seus clientes, cada vez mais é individual, específica e exclusiva.

A informação que antes demorava a chegar, ganha cada vez mais velocidade.

A economia que antes era dominada pelos grandes países, hoje é globalizada, onde um agricultor produtor de algodão, que está localizado no meio da África, que antes tinha que depender e acreditar na verdade de precificação imposta pelos grandes países, em questão de segundos pode acessar a bolsa de algodão e ele mesmo fazer a precificação.

As pessoas não dão mais conta da sua lista de tarefas, pois sempre um fato novo surge em seu dia e tudo muda novamente.

E isso tudo é a velocidade sendo engolida por mais velocidade.

Mas não para por aí, o assunto é extenso e está longe de se esgotar… a mudança não para, nem falamos do que cada vez mais vem ganhando espaço, a inteligência artificial (IA).

E a pergunta que fica: Você, sua empresa, estão preparados para recepção de tudo que a contemporaneidade está a nos trazer, sob pena de quebrar e fechar as portas?

Pense, reflita e mude, mas não mude amanhã e nem hoje, mas sim agora!

HEAD OF BUSINESS EXCELENCE, NELSON PAIVA, DEIXA SEU DEPOIMENTO SOBRE A DIRETIVAS

HEAD OF BUSINESS EXCELENCE, NELSON PAIVA, DEIXA SEU DEPOIMENTO SOBRE A DIRETIVAS

São Paulo – 15/03/2021 às 22h42

“Em busca de uma experiência inovadora e que permitisse nutrir e fortalecer pessoas, com papel de gestão em cenários multidisciplinares e complexos, a T-Systems buscou no mercado especialistas que pudessem entender e viabilizar nosso sonho.  A Diretivas mostrou ser a consultoria adequada para nosso propósito. Criamos então um Programa de Vitalidade, intitulado Roda das Emoções, que durante 6 meses, ao longo de 2020, ouviu, tratou e desenvolveu pessoas, emoções, sentimentos e comportamentos.  Ferramentas, palestras, workshops e profissionais qualificados e genuinamente preparados para cada evento e intervenção, permitiram ao grupo atingir plenamente seu objetivo.  Encerramos o programa com absoluto sucesso, felizes por termos proporcionado aos nossos profissionais o desenvolvimento de competências e habilidades fundamentais para o desempenho das nossas atribuições e responsabilidades – otimismo, autoconfiança, resiliência, empatia, autocontrole, dentre outras. Num ano em que a humanidade se viu frente a novos desafios no que tange ao que verdadeiramente importa, ao resgate e ressignificado de família, trabalho, gratidão e saúde, o Programa de Vitalidade Roda das Emoções contribuiu também na humanização das nossas relações no sentido mais amplo.  Nosso profundo agradecimento e reconhecimento a todos os profissionais da Diretivas, que com carinho, capricho e dedicação, nos transformaram em pessoas melhores.” (Nelson Paiva – HEAD OF BUSINESS EXCELENCE)

LGPD – O desafio da implementação

Por Renato Felisoni Junior – 07/10/2020

O Brasil é um país que tem em sua essência educacional e cultural um grande número de empreendedores, com a pandemia isso apenas acentuou-se. Dentro desse cenário encontramos em sua maioria micro e pequenos empreendedores, muitos dos quais, se aventuram com a cara e coragem. É o sonho sendo colocado em prática, sem grandes estudos, técnicas, metodologias, métricas, processos, procedimentos por trás, não dando uma solidez aos negócios.

Estudos apontam que cerca de 60% a 70% das empresas no Brasil quebram em um período de 6 meses a 12 meses, um número um pouco maior até 24 meses. E mais uma vez podemos dizer que é o sonho sendo colocado em prática. E como o número de empreendedores no Brasil é muito alto, sempre tem um outro que acaba vingando e dando certo, o que acaba encorajando outros brasileiros a perseguirem o mesmo caminho, o que fato nem sempre acontece.

Entendo isso, podemos entender sem precisarmos aprofundarmos que o maior de todos os problemas é a educação e acultura que está enraizada nos brasileiros. Ora, também não poderia ser diferente quando em nossas escolas não temos disciplinas de economia, finanças, empreendedorismo, como montar uma empresa, e poucos, ainda, resolvem fazer cursos técnicos profissionalizantes e menos ainda um curso de nível superior.

Portanto, é muito desafiador a implementação de uma legislação como a LGPD, sobre tudo, por que é novo e não temos e nunca tivemos a cultura de cuidar, de fato, com rigor, dos dados pessoais.  Se entrarmos em uma micro ou pequena empresa, vamos nos deparar, ainda, com a falta de estrutura física, estrutura financeira, não havendo espaço físico para proteção de fichas, planilhas, formulários, contratos e não havendo verba para instalação de software para armazenamento correto, seguro dos dados, o que desafia ainda mais a implementação e cumprimento integral da LGPD.

Isso tudo que estamos falando, ainda, não estamos nem perto de dizer e entender como será a aplicabilidade das sanções, pois não temos casos concretos e nem mesmo a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) está estruturada e em funcionamento. O que nos faz termos mais desafios e ter que olhar para fora, desafiando ainda mais, para entender como aplicar aqui dentro. Em um primeiro momento teremos, sim, que olhar para GDPR que já está em vigor na União Europeia e em pleno vapor. Por fim, mesmo com tantas dificuldades vejo como benéfica a LGPD, pois vejo um marco histórico para o Brasil dar um passo à frente, não apenas na questão de proteção de dados em sí, mas na questão evolutiva educacional e cultural.

POR QUÊ “REAPRENDER TÉCNICAS DE GESTÃO DE NEGÓCIOS EM UM NOVO CENÁRIO”?

__________________________________________________________________________________________________________________
09/06/2020 – 12h44 – por Amanda Netto

Ao que parece a frase de Alvin Toffeler, sociologista, futurista e escritor, se enquadra perfeitamente em nosso novo cenário: o novo normal!

“Os analfabetos do século 21, não são aqueles que não sabem ler e escrever, mas são aqueles que não sabem: Aprender, Desaprender e Reaprender”.

O mundo corporativo, de um dia para o outro, teve que aprender a lidar com o trabalho a distância: home office.

Os funcionários tiveram que desaprender a trabalhar nas empresas.

As famílias tiveram que aprender a conviver em tempo integral com marido, esposa, filhos ou sozinhos e sem as escolas.

As escolas tiveram que aprender a lidar com as aulas a distância, os alunos a desaprender a lidar com o convívio diário com os colegas.

Aprendemos e desaprendemos um universo incomensurável de situações e de padrões de comportamento.

Em breve, teremos que reaprender tudo, se não quisermos voltar a ser os analfabetos do século 21 como colocado por Toffeler.

Dentro do nosso “reaprendizado” nos depararemos com um conflito, talvez nunca vivido, simplesmente porque enfrentaremos uma dicotomia onde cada um trará sua parte já vivida, mas que em dado momento o mundo os fez desaprender e outra parte do que está por vir, e sim, enfrentaremos e conviveremos em um mesmo local com quem não aprendeu ou desaprendeu coisa alguma.

Então devemos esquecer o que aprendemos um dia?

Não…isso não vai acontecer. O que vai acontecer é que teremos que REAPRENDER!

Reaprender a conduzir um negócio, uma empresa, a tecnologia, os processos e as pessoas nesse novo cenário!